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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

MARIE CURIE


Marie Curie, a pioneira brilhante

Ela nasceu Maria Sklodowska, na Polônia dominada pela Rússia do fim do século 19. Em 1881, quando tinha 14 anos, mudou de nome e de país. Em Paris, tornou-se Marie e, alguns anos depois, adotou o sobrenome do marido, Pierre Curie, um dos diretores da renomada Universidade Sourbone. Num tempo em que as oportunidades para as mulheres não iam muito além das cozinhas de casa, recusou o destino de tantas outras.
De família humilde, tornou-se uma das poucas mulheres a frequentar a Sourbone na época graças a uma bolsa de estudos que recebeu em reconhecimento aos seus esforços acadêmicos. Formou-se em matemática e química, fez dois mestrados, um doutorado e recebeu um Prêmio Nobel de Física e outro de Química. Cem anos depois de ela se tornar a primeira mulher a receber individualmente a láurea, a Europa declarou 2011 o Ano Marie Curie na Ciência, programando uma série de homenagens à descobridora da radioatividade e dos elementos rádio e polônio.
Dezoito anos antes de ser agraciada com o prêmio mais importante do meio científico, Marie foi selecionada pela Sociedade de Incentivo à Indústria Nacional da França para desenvolver um estudo sobre as propriedades magnéticas do aço. Era 1893 e, como precisava de um laboratório para realizar seus experimentos, foi encaminhada a Pierre Curie, chefe do laboratório da Escola Municipal de Física e Química em Paris, com quem fundou uma das parcerias mais importantes da ciência mundial.
Na época, uma verdadeira revolução transformava a ciência, que colhia os frutos de uma sociedade voltada para o experimentalismo. Os raios X haviam sido descobertos recentemente, e a química e a física estavam em franca expansão. Nesse contexto, Marie encontrou o terreno perfeito para se dedicar ao estudo de novos materiais, que se tornariam um dos pilares da ciência moderna.
Casou-se com Pierre em 1895 e, com ele — já professor de física da Univesidade de Paris —, Marie direcionou seus estudos para uma área ainda desconhecida, os raios de urânio. Os estudos resultaram na descoberta da radiotividade, que mudou a maneira como a ciência encara os compostos químicos e deu ao casal o Prêmio Nobel de Física de 1903, dividido com Antoine Henri Becquerel.
Graças à descoberta de Marie e Pierre, hoje vários tratamentos contra o câncer são possíveis, usinas produzem eletricidade para períodos de estiagem e naves conseguem visitar o espaço. “Seu trabalho não só influenciou o desenvolvimento da ciência fundamental, mas também marcou o início de uma nova era na investigação médica e de tratamentos médicos”, afirma o pesquisador Roberto Vicente, da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). “Para se ter uma idéia da importância da descoberta, foi ela que possibilitou Rutherford criar o modelo atômico da estrutura do átomo, com um núcleo com carga positiva concentrando toda a massa rodeado por uma nuvem de elétrons. Isso é o que se aprende no ensino médio até hoje”, exemplifica Vicente.
Elementos
Com a morte do marido, em 1906, Marie se viu sozinha para manter a família e seguir com a carreira de cientista. Mesmo enfrentando o ambiente machista do mundo científico, conseguiu assumir a vaga de professora da Universidade de Paris deixada por Pierre e continuou os estudos sobre novos compostos químicos. Dessa forma, descobriu dois novos elementos: o polônio, batizado dessa forma em homenagem ao país onde nasceu, e o rádio, que conseguiu isolar e estudar mais profundamente.
A pesquisadora decidiu não patentear o rádio para que toda a comunidade científica pudesse pesquisá-lo livremente. As duas descobertas lhe renderam, em 1911, um segundo Nobel, desta vez de Química, tornando-a a primeira mulher a receber a honraria sozinha, além de o único cientista até hoje a conquistar duas vezes a premiação. O Nobel veio no mesmo ano em que a Academia Francesa de Ciência recusou-se a aceitá-la como membro.
Agulhas, tubos e placas de rádio passaram a ser utilizados em terapias médicas. O elemento também serviu de matéria prima para uma vasta gama de equipamentos que vão desde para-raios a detetores de fumaça. Até hoje, o estudo de fósseis utiliza o rádio como elemento para datação e classificação. Já o polônio foi o combustível que permitiu às espaçonaves Apollo, produzidas pela Nasa décadas depois, levarem o homem à Lua e possibilitou o aprimoramento das fitas K7 e dos filmes fotográficos.
Ironicamente, foram os estudos que levaram Marie à morte. Em 1934, ela sucumbiu à leucemia provocada pela constante exposição à radioatividade. Antes de morrer, a pesquisadora deixou uma sucessora: sua filha mais velha. Irène Curie continuou o trabalho da mãe, pelo qual recebeu Nobel de Química em 1935, ao comprovar a existência dos nêutrons.
Mais do que uma pesquisadora brilhante, Marie Curie entrou para a história como uma pioneira e desbravadora da ciência moderna. Para Giovana Pasqualini, pesquisadora do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, o pioneirismo de Marie representou um dos passos mais importantes para a abertura da ciência às mulheres. “Histórias como a dela incentivaram uma geração de mulheres que, aos poucos, foram cavando um espaço maior em várias áreas, inclusive na academia”, opina. “Se hoje o Brasil caminha para ter mais mulheres que homens na pesquisa, é porque no passado mulheres como ela abriram o caminho”, completa, referindo-se ao censo do Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Tecnológica (CNPq), que constatou que no país 49% dos cientistas são mulheres. “De forma discreta e perseverante, ela se tornou uma heroína sem par e é um exemplo para mulheres e homens, da ciência ou não. Seu trabalho revolucionário, num ambiente tão hostil às mulheres, numa sociedade tão preconceituosa como a daquela época, ganha, por causa disso, uma dimensão ainda maior”, completa o pesquisador Roberto Vicente.

RADIOLOGIA FORENSE


Radiologia Forense

medicina_legalA Medicina Legal ou Forense é a especialidade que, utilizando os conhecimentos técnico-científicos de todas as ciências que subsidiam a Medicina, tais como a Biologia, a Física, a Química e outras, presta esclarecimentos para a atuação da Justiça. A sua prática se dá através da Perícia Médica.

No Brasil, a atuação dos peritos médicos legistas, que são os peritos oficiais, está prevista no Código de Processo Penal.
Na variada temática objeto da Medicina Legal, pode-se traduzir sua divisão, da seguinte forma:
Antropologia forense – Procede ao estudo da identidade e identificação, como a datiloscopia, papiloscopia, irologia, exame de DNA, etc., estabelecendo critérios para a determinação indubitável e individualizada da identidade;Traumatologia forense – Estudo das lesões e suas causas
Asfixiologia forense – analisa as formas acidentais ou criminosas, homicídios e autocídios, das asfixias, sob o prisma médico e jurídico (esganadura, estrangulamento, afogamento, soterramento, etc.)
Sexologia forense – Trata da Erotologia, Himenologia
Obstetrícia forense, analisando a sexualidade em seu tríplice aspecto quanto aos efeitos sociais: normalidade, patológico e criminológico; Tanatologia – Estudo da morte e do morto;
Antropologia física forense
A antropologia física forense trata da identificação de restos humanos esqueletizados devido a sua grande relação com a biologia e a osteologia. Também examina, quando possível, as causas da morte, retratando e reconstituindo a cena da morte, através do exame dos ossos e das lesões, com o auxílio de criminalistas e médicos forenses.
Datiloscopia
É o processo de identificação humana por meio das impressões digitais.
A datiloscopia é uma das áreas da papiloscopia, que abrange ainda: a quiroscopia (identificação das impressões palmares); a podoscopia (identificação das impressões plantares); a poroscopia (identificação dos poros); e a critascopia (identificação das cristas papilares).
Traumatologia Forense
A Traumatologia Forense tem por objeto o estudo dos efeitos na pessoa das agressões físicas e morais, como também a determinação de seus agentes causadores.
Este reconhecimento é feito através do exame pericial na vítima, denominado exame de corpo de delito, pelo qual se atribui a extensão dos danos provocados.
Radiologia Forense – IML
É a Parte da radiologia que se relaciona com a criminalística, onde o Técnico em Radiologia pode trabalhar no IML, ajudando a recuperar provas de crime em um cadáver. Ex: PAF: Projétil de Arma de Fogo PAB: Perfuração Por Arma Branca
Nos Aeroportos na detecção de drogas em malas,na segurança de presídios para impedir a entrada de aparelhos celulares, armar e drogas, o técnico em radiologia forense executa suas atribuições executa suas atribuições juntamente com um médico legal, ou médico legista do serviço.

domingo, 13 de março de 2011

RADIAÇÃO ! - PERIGO OU SALVAÇÃO ?

Todos já sabem que a radiação ionizante pode causar uma mutação genética em determinadas células do nosso corpo. Porém, alguns médicos talvez por falta de um conhecimento mais profundo sobre a radiologia, insistem em solicitar com muita freqüência este tipo de diagnóstico por imagem.
Mas o que eu tenho visto em 11 anos de profissão, é que os próprios médicos não sabem diagnosticar a doença do paciente pela radiografia em questão.
Em outros casos tais profissionais só pedem o exame porque o próprio paciente exigiu e se o médico não "acatar" tal ordem, este será tachado como um péssimo profissional.
Cabe ao técnico conhecer muito sobre todos os aspectos da radiologia, pois mais cedo ou mais tarde um médico irá bater na sua porta para testar seus conhecimentos ou para tirar uma dúvida sobre o exame realizado. Enfim, se a radiação causa tantas preocupações por que seu uso é indiscriminado?
O setor de imagem de um hospital movimenta grandes valores, pois a maioria das internações ou intervenções cirúrgicas devem sempre estar acompanha de uma simples imagem radiográfica ou de uma tomografia computadorizada para que o médico possa realizar o procedimento correto e também para que o convênio pague por tais procedimentos.
Em resumo, a radiologia sofrerá grandes atualizações nos próximos anos mas ela nunca deixará de existir, seja para salvar uma vida ou para aumentar os lucros dos hospitais.
PROF EDUARDO